Viva
Da janela da
casa onde moro, vejo pessoas, ouço conversas que preferia nunca escutar. O que
resta das famílias, o que o mundo está fazendo com os corações das pessoas?
Pessoas brigam e discutem por qualquer razão. Frustradas da vida, sonhos
enterrados dentro do peito. O que estamos fazendo conosco? Falta-nos genuíno
sentimento, perspectivas e esperanças. Não podemos deixar que a amargura nos
corroa tanto, a ponto de não sobrar nada de bom dentro de nós.
Dói essa falta de perspectiva, essa visceral
amargura, esses mortos sonhos, enterrados dentro de cada um. Quem é capaz de
viver a vida que sempre sonhou? Quem é feliz sendo quem é, fazendo o que faz, achando
tudo tão ínfimo. Precisamos fazer alguma coisa. Dividir melhor as riquezas,
amenizar as grandes misérias humanas.
Precisamos ser
mais humanos, menos egoístas e autodestrutivos. Como as coisas estam não podem
ficar. Não podemos continuar perdendo valores morais, abrindo mão das palavras
mágicas, do respeito pelos pais, pelos mais velhos, pelos nossos iguais. Não
podemos permitir que políticos corruptos tomem decisões por nós. Nem podemos continuar
vendo policiais despreparados e mal magos nas ruas. Vendo nossos jovens se
perdendo no mundo obscuro das drogas, do crime, e da falta de esperança de ser
alguém bom e digno na vida.
O que faremos?
Como mudar o que estamos nos tornando e sentindo? Devemos demonstrar mais
complacência. Não é fácil, eu sei. Mas também não é impossível. Precisamos
recuperar o que de bom está se perdendo. Precisamos sentir fé. Acreditar em
Deus, mesmo que nunca possamos explicá-lo. A mudança precisa começar de dentro,
numa introspecção elucidadora. Chega de viver na superfície da vida. “Colha o
dia”, viva e devaneie intensamente. Não deixe ninguém desencorajá-lo. Somos
melhores do que acreditamos ser. Abra definitivamente seus olhos e seu coração
e viva.

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