Postagens populares

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Refletindo Sobre o Amor


Sinto saudades do passado, sinto fobia do porvir.
A cada momento, tento sentir mais profundamente a vida.
Mas será que a vida não é apenas um sonho que sonhamos acordado?
E quando sonhamos dentro do sonho da vida?
É como saber algo dentro de um ovo.
(Vida ou alimento)

É como medir o tempo no relógio de parede, no relógio de pulso, na ampulheta, ou tentar adivinhar na posição que o sol se encontra...
E o que é o amor dentro da vida?
Como fica o coração depois do primeiro contato com o que possa ser amor?
O coração nunca mais volta a ser o mesmo,
O amor estigmatiza, transforma, perturba.
É cheio de manhãs, auroras, noites, madrugadas e crepúsculos.
O amor regozija compadece,
O amor é moleque travesso e prega-nos peças, nos fascina.
O amor nos sorrir com dentes muito alvos, diz coisas bonitas ao pé do ouvido.
Mas tem hora também que o amor diz e faz coisas feias.
O amor é tão humano.
Também se fragiliza, tem necessidades.
O amor também sofre de amor, também tem coração.
Ele divaga, reflete, arregala os olhos, contempla alguém que passa.
O amor fica olhando o horizonte, olhar meio perdido às vezes.
Ele também desvenda mistérios, pisa em falso, tropeça, cai e se levanta.
E ri do seu próprio desajeito.
O amor também fica mal humorado, chega a desejar renunciar sua condição de amor, desilude, chora.
Ele também não tem todas as respostas, não sabe a fórmula da felicidade,
Fica taciturno, tranca-se no quarto sem querer ver ninguém.
O amor também sofre e tem momentos felizes.
Pode dividir-se em tantos e ser tão profundo.
O amor acredita em si e na boa vontade de cada um.
Por isso sigo pela vida sem saber onde vou chegar,
Por isso esse medo do porvir,
Essa espera por coisas que só o amor poderá me dar.
                                                                                    Edy, 2004.

Nenhum comentário:

Postar um comentário